CACHORROS · Guia de sintomas
Meu cachorro está tendo convulsões: o que os casos veterinários revelam
Uma convulsão em um cachorro é uma das coisas mais assustadoras que um tutor pode presenciar. A boa notícia é que o raciocínio diagnóstico que o veterinário usa é bem estabelecido — e o ponto de partida depende muito da idade, da raça e do que estava acontecendo logo antes da crise.
Em cães jovens (menos de 1 ano), os shunts portossistêmicos congênitos (shunts hepáticos) e a hipoglicemia juvenil são os principais suspeitos. Em cães adultos (1-6 anos), a epilepsia idiopática — um diagnóstico de exclusão — é a causa única mais comum. Em cães idosos (>7 anos), os tumores cerebrais (meningioma, glioma), eventos vasculares (AVC canino) e meningoencefalite de origem desconhecida (MUO) sobem fortemente. Em qualquer idade é preciso descartar exposição a toxinas (xilitol, maconha, micotoxinas) e distúrbios eletrolíticos.
Os casos abaixo são relatos reais revisados por pares de cães com convulsões. Cada um mostra o caminho da investigação, o diagnóstico final e o resultado do tratamento.
Quando levar ao veterinário agora
- Convulsões em cluster — mais de uma em 24 horas.
- Qualquer crise única que dure mais de 5 minutos (status epilepticus).
- Convulsões em cão com menos de 1 ano ou mais de 7 anos (menos provável ser epilepsia idiopática).
- Mudanças de comportamento entre as crises: andar sem rumo, confusão, pressionar a cabeça contra superfícies.
- Exposição conhecida ou suspeita a alguma toxina nas últimas 24 horas.
Casos reais na literatura veterinária
Uma prévia dos relatos revisados por pares que nossa busca semântica encontra para essa apresentação clínica. Clique em qualquer caso para ver o resumo completo — ou rode uma busca personalizada com os detalhes do seu pet.
- Electroencephalographic Features of Presumed Hepatic Encephalopathy in a Pediatric Dog with a Portosystemic Shunt—A Case Report
Life · 2025 · CH
A 3-month-old Bichon Frise puppy was diagnosed with a condition called hepatic encephalopathy, which is a brain problem caused by liver issues. This puppy had a portosystemic shunt, meaning that blood from the digestive system was bypassing the liver and causing harmful substances to enter the bloodstream. During testing, the puppy showed specific brain wave patterns that sugge
- Retrospective clinical comparison of idiopathic versus symptomatic epilepsy in 240 dogs with seizures.
Acta veterinaria Hungarica · 2008 · United States
This study looked at 240 dogs that had seizures to understand the differences between two types of epilepsy: idiopathic epilepsy (where the cause is unknown) and symptomatic epilepsy (where there is a known cause). The researchers found that idiopathic epilepsy was diagnosed in about 48% of the dogs, while symptomatic epilepsy was often linked to brain tumors or inflammation. T
- Magnetic resonance imaging findings of hepatic encephalopathy in a dog with a portosystemic shunt.
The Journal of veterinary medical science · 2012 · South Korea
A 6-year-old Shih Tzu was brought in because it was having seizures that came in clusters. Doctors used special imaging tests and found changes in the dog's brain, along with a condition called a portosystemic shunt, which is an abnormal blood vessel that can affect liver function. This led to a diagnosis of hepatic encephalopathy, a brain condition caused by liver issues. Afte
- Metabolic and toxic causes of canine seizure disorders: A retrospective study of 96 cases.
Veterinary journal (London, England : 1997) · 2011 · Germany
In a study of 877 dogs with seizure disorders, researchers found that 96 of them had seizures caused by metabolic or toxic issues. The most common reasons for these seizures were poisoning from various substances and low blood sugar levels. Other causes included problems with electrolytes, liver function, thyroid function, and oxygen levels. Notably, low calcium levels were ide
- Hypoglycemia and seizures associated with canine primary hepatic neuroendocrine carcinoma.
Journal of veterinary diagnostic investigation : official publication of the American Association of Veterinary Laboratory Diagnosticians, Inc · 2021 · United States
A 10-year-old male Labrador Retriever had trouble standing and experienced severe seizures. Blood tests showed he had very low blood sugar, some liver enzyme changes, and a low white blood cell count. Despite attempts to treat the seizures with sugar and medications, he continued to have problems and was ultimately euthanized due to his poor quality of life. An autopsy revealed
Perguntas frequentes
- Uma convulsão isolada é emergência?
- Uma crise única, curta (<2 minutos) com recuperação completa em geral não é emergência às 2 da manhã — mas sempre justifica consulta veterinária em até 24 horas para um hemograma. Convulsões em cluster, crises com mais de 5 minutos ou qualquer convulsão em cão muito jovem ou muito idoso SÃO emergências — vá agora.
- Quais exames o vet vai pedir?
- Base: hemograma, bioquímica, ácidos biliares (rastreamento de shunt hepático — especialmente em raças jovens/pequenas) e glicemia em jejum. Além disso, ressonância do cérebro e análise de líquor são padrão-ouro para descartar causas estruturais (tumores, MUO). Os relatos abaixo mostram várias rotas diagnósticas.
- Meu cachorro vai precisar de remédio para o resto da vida?
- Cães diagnosticados com epilepsia idiopática e mais de uma crise a cada 6 semanas (ou qualquer cluster) costumam começar fenobarbital, levetiracetam ou zonisamida. Muitos passam anos entre crises com a medicação. Cães com causa estrutural ou metabólica são tratados de acordo com a doença de base.